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Inteligência artificial para classificar documentos abre ciclo de palestras no AN

Escrito por Diego Barbosa da Silva | Publicado: Quinta, 11 de Julho de 2019, 16h46 | Última atualização em Terça, 16 de Julho de 2019, 17h42 | Acessos: 224

Na quarta (10 de julho), no Rio de Janeiro, ocorreu a primeira palestra do ciclo "Inovações em arquivos", de iniciativa da Direção-Geral do AN.  O evento, intitulado “Inteligência artificial no serviço público para a classificação de documentos”, abordou diversos produtos e projetos do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).


Para conferir a palestra, acesse o Facebook do Arquivo Nacional.


Henrique de Andrade, líder da Coordenação de Análise, Diagnóstico e Geoprocessamento do MPRJ, apresentou o projeto que registra a atuação do órgão por região ou município do estado, com dados sobre número de processos acompanhados, número de servidores, número de promotores, orçamento, população assistida, além de dados sobre a realidade social de cada região, como endereços de escolas, reservas ambientais, locais de violência ou áreas ocupadas pelo crime organizado. Essa ferramenta, chamada MPRJ em mapas, foi importante, segundo ele, para que os promotores estaduais pudessem ter uma atuação mais proativa como fiscais de políticas públicas, a partir de cruzamento de diversas informações desse banco de dados.


Dando sequência à mesa, Rhenan Bartels mostrou como ocorre o pré-processamento da informação em um software livre desenvolvido por eles para a classificação de processos judiciais do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, disponíveis em dados abertos na Internet. Também discorreu sobre como é feita a análise de “clusters” da atuação de cada promotoria do MPRJ, possibilitando a melhor visualização e acompanhamento do trabalho de cada uma delas.


Já Felipe Ferreira descreveu de forma detalhada como, após a coleta e o pré-processamento, é feita a classificação desses documentos, por meio da inteligência artificial, em um programa desenvolvido em Python. Analisando dados a partir de um grande volume de processos judiciais classificados, o MPRJ conseguiu identificar diversos problemas, como a cobrança ilegal e reiterada de uma empresa de distribuição de energia elétrica do Rio de Janeiro a seus clientes, melhorando, assim, seu desempenho junto à sociedade.


Por fim, Bernardo Cordeiro explicou como o MPRJ classifica, por meio da inteligência artificial, os relatos de desaparecimento de pessoas cadastrados no Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos do Rio de Janeiro. Tal classificação visa justamente identificar a possível razão do desaparecimento, para auxiliar o investigador na busca e localização da pessoa desaparecida de forma mais rápida.


De acordo com a Diretora-Geral do AN, Neide De Sordi, tais iniciativas do MPRJ no campo da inteligência artificial servem de inspiração para os arquivos, pois ajudam a pensar novas soluções, tanto para a classificação de documentos quanto para a descrição arquivística na fase permanente, tendo em vista a produção cada vez maior de documentos pela sociedade e pelo Estado.

No encerramento do evento, Henrique de Andrade enfatizou que a inteligência artificial é algo imprescindível para um órgão público no século XXI. Para ele, “diversas técnicas de inteligência artificial ajudam a melhorar a eficiência do serviço público para entregar um melhor serviço para o cidadão”.


A próxima palestra do ciclo “Inovações em Arquivos” já tem data marcada. Será em 24 de julho, e tratará o tema “Desenvolvimento de Inteligência coletiva no Serviço Público”, com Cristiano Ferri, da Câmara dos Deputados.

 

 

 Palestrantes da Coordenação de Análise, Diagnóstico e Geoprocessamento do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.

 

Servidores e visitantes assistem a fala de Rhenan Bartels no Auditório do Arquivo Nacional.

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