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Arquivo Nacional lança Base de Dados sobre estrangeiros

Publicado: Quarta, 05 de Julho de 2017, 16h00 | Última atualização em Quarta, 05 de Julho de 2017, 16h00 | Acessos: 730

O Arquivo Nacional lançou hoje a Base de Dados “Entrada de Estrangeiros no Brasil: As relações de passageiros desembarcados no porto do Rio de Janeiro”, projeto desenvolvido com apoio da ACAN (Associação Cultural do Arquivo nacional) e recursos do BNDES.  O evento “Brasil de Todas as Gentes” contou com a participação de representantes de embaixadas e de arquivos civis e militares, imigrantes ou descendentes que se fixaram no país, estagiários que participaram do processo de preparação deste projeto, servidores da casa e outros convidados. 

Durante o evento os professores: Ana Silvia Scott da UNICAMP, especialista em movimentos populacionais; Fernando de Souza do CEPESE – Porto, Portugal, especialista em mobilidades geográficas e a idealizadora do projeto, Ismênia de Lima Martins da Universidade Federal fluminense, especialista em História do Brasil falaram sobre a importância do projeto. 

Os participantes também assistiram a um vídeo com explicações sobre a Base de Dados e com depoimentos de imigrantes e descendentes. Também foi apresentada uma dança paraguaia com dançarinos vestidos a caráter. 

A professora Ismênia ressaltou a importância do projeto: “Esse projeto tem uma grande importância acadêmica para a pesquisa histórica, para todos os estudiosos, da democracia histórica, para a história social, política e econômica, que poderão, não apenas sentir o movimento dessas populações, mas todas as especificidades desse processo. Ele é de grande importância do ponto de vista social, o que foi fundamental para obter apoio do BNDES. O AN não é apenas uma instituição que guarda documentos, mas que está a serviço da sociedade. Esse projeto demonstra isso. Essa documentação está a serviço da pesquisa probatória, quer dizer, aquela pesquisa que vai subsidiar a obtenção de direitos individuais, de família, de propriedade e de cidadania. Na primeira fase tivemos muitos problemas, já que a documentação estava muito deteriorada, porque havia uma intensificação de uso na busca de pesquisa, numa época em que a documentação não era digitalizada e as pessoas trabalhavam no próprio documento para conseguir a dupla cidadania. Esse também foi um argumento que tivemos junto ao BNDES. Era preciso salvar essa documentação. Ela foi tratada e digitalizada e hoje esta disponibilizada, o que me deixa muito feliz e orgulhosa!” 

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