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Exposição virtual Viagens italianas

Os manuscritos iluminados do Arquivo Nacional

Publicado: Quarta, 11 de Outubro de 2017, 14h50 | Última atualização em Quarta, 11 de Outubro de 2017, 16h48 | Acessos: 501

O Arquivo Nacional possui exemplares de manuscritos iluminados em sua coleção de Obras Raras. Você sabe o que são os manuscritos iluminados?

 

A produção de livros antes da invenção da imprensa, no século XV, era um processo demorado, que envolvia várias etapas e era tradicionalmente realizado em mosteiros. A primeira fase consistia na confecção do suporte da escrita – o pergaminho, material obtido a partir do tratamento da pele de animais como vacas, cabras ou ovelhas. O enregramento, segunda etapa do processo, destinava-se a traçar as linhas que serviriam como guias para a escrita, a ser meticulosamente elaborada por monges que se especializavam na tarefa da caligrafia. Outros dedicavam-se a desenhar as letras iniciais dos capítulos, chamadas de capitais ornamentadas, quando contêm apenas decorações, ou capitais historiadas, quando contêm figuras relacionadas ao texto. Já os miniaturistas encarregavam-se das ilustrações que adornam os trechos não escritos das páginas e os iluminadores, da decoração com ouro ou prata, conhecida como iluminura.

Nesse contexto histórico em que o livro era um objeto raro e, portanto, caro, e no qual o monopólio da cultura escrita pertencia ao clérigo católico, a posse de um livro era um sinal de distinção social. 

Os manuscritos iluminados podiam tratar de assuntos históricos, literários ou litúrgicos. Nesse último caso continham os ofícios do rito católico ou preces para uso individual. Difundidos nos séculos XIV e XV, permitiam a oração silenciosa até então praticamente desconhecida da liturgia da Igreja.  É nessa categoria que se enquadram os manuscritos iluminados do Arquivo Nacional.

O ofício de defuntos, conjunto de preces em memória dos mortos, foi provavelmente produzido em 1450. Manuscrito em flamengo, contém a miniatura de um serviço funeral, mostrada na foto, e várias capitais em vermelho, azul e branco iluminadas a ouro.

O Arquivo Nacional possui ainda o  Liber Horarum, de 1491, manuscrito em latim sobre pergaminho fino. Contém um calendário, salmos e algumas capitais iniciais em ouro e em cores. Ornamentado com arabescos, flores, frutos e animais, nele se destaca uma figura do rei Davi segurando uma harpa. O acervo inclui também um saltério ou livro de horas, provavelmente do século XV, também em pergaminho com capitais ornamentadas e historiadas. Nele encontram-se miniaturas de São Miguel Arcanjo, São João Batista, do apóstolo João, entre outros.

Exibidos na década de 1950, os manuscritos foram selecionados para integrar a exposição Viagens italianas, em 2011, por representar um testemunho importante da influência da Igreja Católica no mundo e por constituir um conjunto de extrema raridade no Brasil.

 

Veja a exposição virtual Viagens italianas em http://www.exposicoesvirtuais.arquivonacional.gov.br/pt-br/viagens-italianas.html

Por: Equipe de Pesquisa e Difusão do Acervo/Coordenação de Pesquisa, Educação e Difusão do Acervo

ASCOM-Assessoria de Comunicação Social

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Para consultar o acervo do Arquivo Nacional, acesse: 
http://www.arquivonacional.gov.br/consulta-ao-acervo/sian-sistema-de-informacoes.html

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