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O Arquivo Nacional, com a implementação de seu programa de modernização, rompe com a imagem de instituição arquivística passiva, de perfil monolítico e centralizador de guarda da documentação gerada pela máquina do Estado, para ser agente ativo em prol da eficácia dos serviços arquivísticos governamentais, caracterizando-se como uma Instituição em constante busca de aperfeiçoamento técnico, habilitada a fazer face aos seus novos desafios constitucionais e legais. Utilizando as mais adequadas tecnologias da informação, o Arquivo Nacional vem se preparando, por meio de sistemas informatizados de padronização da descrição da informação, da digitalização de mapas e fotos e da microfilmagem/digitalização de documentos textuais, para disponibilizar aos seus usuários e pesquisadores, via Internet, o máximo de dados e serviços. A nova sede do Arquivo Nacional no Rio de Janeiro, um dos mais imponentes monumentos em arquitetura neoclássica do País, construído entre os anos de 1858 e 1868, antes ocupado pela Casa da Moeda do Brasil, foi restaurada num trabalho empreendido pela Casa Civil da Presidência da República, o próprio Arquivo Nacional e a Associação Cultural do Arquivo Nacional -ACAN, por meio de um pool integrado por empresas e entidades, a saber: Petróleo Brasileiro S.A. - PETROBRAS, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES, Centrais Elétricas Brasileiras S.A. - Eletrobrás, Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos - ECT, Furnas Centrais Elétricas S.A., Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal - CEF, Itaú Social, Companhia Estadual de Gás - CEG e Casa da Moeda do Brasil. A ocupação desse novo espaço, viabilizado por meio de convênio de cooperação internacional do Governo Brasileiro com a UNESCO - Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, marca o início de uma nova fase institucional, com mais serviços ao público e ao Estado, transformando-nos em provedores de informação e em pólo difusor de conhecimento. Este marco é fruto de um esforço coletivo e da perseverança dos gestores e servidores do Arquivo Nacional na busca incessante de meios para a concretização de um sonho, ora tornado real em sua moldura de pedra, areia e cal. Rio de Janeiro, fevereiro de 2007.
Jaime Antunes da Silva Diretor-Geral
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