Biblioteca Maria Beatriz Nascimento

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A Biblioteca do Arquivo Nacional foi criada pelo regulamento do Arquivo do Império (anexo ao decreto 6164 de 24 de março de 1876) para reunir além da coleção impressa de legislação brasileira, obras de direito público, administração, história e geografia do Brasil. Com o passar dos anos se tornou uma importante fonte de informação e pesquisa para os estudos de História do Brasil e de Arquivologia, pois mantém intercâmbio de publicações com arquivos estaduais e municipais brasileiros, além de arquivos nacionais e regionais de vários países.

Seu acervo é composto não só por livros, mas também por folhetos, periódicos, teses, dissertações, obras de referência, uma coleção de publicações oficiais do Poder Executivo Federal, além de um expressivo acervo raro com exemplares que datam do século XVI a primeira metade do século XX e documentos de pequena tiragem ou circulação restrita.

Merecem destaque entre essas obras raras: livros dos viajantes estrangeiros que estiveram no Brasil, como o Guia do Viajante do Rio de Janeiro, de Alfredo do Valle Cabral, publicado em 1882; jornais de época e almanaques que ilustram o século XIX, como o Almanach de Gotha; a série completa dos volumes de pranchas e textos da Encyclopédie ou Dictionnaire Raisonné dês Sciences, dês Arts e des Métiers, que teve seu primeiro tomo publicado em 1751; os grandes livros da natureza como Flora Brasilienses, projetada por Carl. F. Von Martius e um exemplar em pergaminho de 1490 da obra Senaca Moralis.

Recentemente, por votação direta nas mídias sociais, foi escolhido um nome para a Biblioteca do Arquivo Nacional: Maria Beatriz Nascimento.

Nascida em 1942 em Aracaju, Sergipe, Maria Beatriz Nascimento migrou com a família para o Rio de Janeiro nos anos 1950, onde se formou em história pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e se pós-graduou na Universidade Federal Fluminense (UFF). Militante e intelectual do Movimento Negro, realizou pesquisas sobre o racismo e os quilombos, abordando questões como a diáspora africana no Brasil. Poeta, idealizou o filme Ori (1989), dirigido por Raquel Gerber. Sua carreira e militância foram interrompidas em 1995, quando foi assassinada ao defender uma amiga do seu companheiro violento. Naquele ano cursava mestrado em Comunicação Social na UFRJ, sob a orientação do prof. dr. Muniz Sodré. Maria Beatriz foi estagiária do Arquivo Nacional e seu acervo arquivístico foi doado à instituição por sua filha em 1999.

Todo esse acervo pode ser acessado por meio da base de dados Biblioteca Maria Beatriz Nascimento e está disponível para consulta através de agendamento prévio com o Setor de Atendimento Presencial ou com o Setor de Atendimento a Distância, ambos na sede do Arquivo Nacional no Rio de Janeiro.

Atendimento a Distância (RJ):
E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Telefone: (21) 2179-1257

Atendimento Presencial (RJ):
Endereço: Praça da República, 173, Centro – Rio de Janeiro (RJ)
Horário de atendimento de 7h30 às 19h30, sendo permitida a entrada apenas até às 18h30.

 

ASCOM
outubro 2016

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